A pirataria continua dando um duro golpe na cultura. Depois da pirataria de CD’s e DVD’s, que podem ser copiados ou baixados ilegalmente da internet, as editoras e escritores vêm sofrendo com os constantes downloads de versões piratas de seus livros, baixados ilegalmente da internet sem pagar qualquer tipo de direitos autorais ou impostos. Infelizmente, essa prática ocorre pouco tempo após o lançamento do livro na versão impressa. Em muitos casos, as editoras têm as suas vendas reduzidas por conta dessa prática ilícita e os editores são os mais prejudicados, já que recebem uma porcentagem das vendas. Com tudo isso, o mercado cultural encolhe cada vez mais, demitindo pessoas que eram sustentadas pelo mercado legal e, muitas vezes, aumentando o preço para compensar o prejuízo causado pela pirataria. Um exemplo disso tem sido o novo livro de Dan Brown, “O Símbolo Perdido”, lançado em setembro de 2009. Em menos de 24 horas após seu lançamento, já havia a cópia digital do livro disponível na internet e os downloads ilegais superaram a marca de 100 mil.
Além de prejudicar os que vivem da cultura, há ainda a questão dos perigos da pirataria digital. Hoje, os hackers e piratas da internet, muitas vezes ligados a organizações criminosas, infestam uma dezena de arquivos de filmes, músicas, jogos, dentre outros com vírus capazes de destruir computadores inteiros, roubar senhas bancárias e de emails e até mesmo dados pessoais. Ou seja, além de não pagar os direitos autorais por uma criação, os downloads ilegais oferecem riscos ao computador e à pessoa.
Porém, atualmente já existem gravadoras que disponibilizam músicas de alguns de seus artistas para serem baixadas da internet legalmente, com a autorização da gravadora e do artista e de uma forma segura, visto que os arquivos são garantidos contra spywares ou vírus. Outra opção são as rádios online onde é possível ouvir diversas músicas gratuitamente e sem oferecer riscos ao seu computador. Também há versões de livros lançados na internet e disponibilizados pelas editoras legalmente. Por isso, fique esperto!
A pirataria não é necessária, e sim um hábito. Vamos procurar as alternativas!
Fonte: Jornal O Globo




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